quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Conto n°3 "A batalha de um sonho"

Era uma manhã chuvosa enquanto Soudi caminhava pelos cânions à sua frente, ele sempre gostou muito de lá o vento gélido que empurrava sua transa fazia-o sentir-se melhor, sempre fez. Mas naquele dia haveria luta ali, haveria sangue também e se ele soubesse disso não teria ido lá, talvez teria ido mesmo assim mas isso não importava porque ele não sabia e nem poderia saber.

Chegou no seu ponto favorito, ali aonde o vento batia com mais força e de forma mais aconchegante resolvéra meditar ali tentar entender algumas algumas incerteza e algumas dúvidas sobre si mesmo e sobre as pessoas à sua volta. Sentiu uma presença muito familiar atrás dele e escutou o que não queria quando essa pessoa o re-encontrase era o barulho de um sabre de luz sendo ligado. Deu um longo suspiro, imperceptivel à aquela que o ameaça, ligou seu sabre o verde vindo de seu hilt estava um pouco fosco e sem vida, talvez pela situação, talvez pela dúvida, não que fissese diferença ele estava decidido a lutar por sua vida custasse o que custasse. Sentiu a presença pulando para ataca-lo de cima pra baixo "Eu ensinei esse movimento a ela...o que ela ta tentando fazer?" o golpe veio pela vertical vizando partir sua cabeça em dois, Soudi apenas desviou girando o corpo para a esquerda, ao completar a volta tentou estocá-la, mas ela estava fora de alcance. Se encararam por uma fração de segundos, ele só sentiu ódio em seu olhar, enquanto ela perceberia a imensa tristeza por trás do olhar calmo e sereno de Soudi, não fosse pela raiva que a consumia.

Suzane tentou outro ataque dessa vez na horizontal mirando no toráx de seu inimigo e ex amado. Queria mata-lo, apagar sua existência da galaxia, não podia perdoa-lo pelo que ele fez, havia enganado e feito ela perder seu precisso tempo e sua preciosa vida com seus ensinamentos falhos e desnecessários, ela ja sabia de tudo aquilo de forma muito melhor que ele, mas o pior de tudo ele enganara seu coração a fez ama-lo como nunca amou ninguém antes e quando ela resolveu não mais ficar ao seu lado por ja ter vivido tudo aquilo e por sentir que ele não se importaria com a falta dela, não demorou muito e ele ja tinha outra padawan, outra protegida, outra seguidora, outra mulher em sua vida. Não podia perdoa-lo tinha que mata-lo e aquela era a melhor hora ele estava vulnerável, havia seguido-o por tempo suficiente para saber das falhas de seu estilo e sua principal fraqueza, ele era incapaz de lutar sozinho e era assim que ela ganharia dele.

Soudi bloqueou o ataque e investiu imadiatamente contra ela, não queria mata-la, não podia ela era importante para a galáxia e para ele. Estava se segurando para não acontecer o pior, mas isso foi um erro ela estava lutando para matar e quase alcançou tal objetivo acertando-o com um terceiro golpe acertando nas costelas, as que ainda eram humanas a dor foi imensa, se sentia fraco e seus sentidos estavam mas lentos, séria aquele seu fim? Não tinha tempo de se curar, e não tinha condições de se defender, viu o sabre azul de Suzane vindo em sua direção, tinha certeza que seria o seu fim mas isso não fez com fechasse os olhos, estava pronto para morrer pela vingança de sua antiga padawan, foi quando surgiu uma segunda luz em sua visão, uma luz roxa que ele conhecia muito bem, era Flumy sua padawan.

Flumy sabia que seu amado mestre estava muito ferido, sabia também que que Suzane não deixaria que ela o curasse, tinha pouco tempo e desejava que a força o ajuda-se a se firme até o fim dessa batalha. A luta era féroz e ela estava perdendo o foco, a preocupação era muito grande não conseguia olhar para Soudi, não havia tempo, Suzane investia com muita fúria contra a jovem, ela sabia que não poderia enfrenta-la sozinha, Suzane era poderosa demais para ela. Sentiu-se fraca e incapaz de poder fazer algo por seu mestre, acredtou que seus esforço haviam sido em vão todo o seu treinamento não valia de ada naquele momento e isso a fez querer chorar, mas não podia mostrar fraqueza, não podia ser fraca de forma alguma Soudi havia ensinado como ser forte e não mostrar as dores e as incertezas, reinui suas forças pediu silenciosamente auxilio à força e se sentiu mais revigorada. Mesmo isso não parecia suficiente para ela poder superar sua inimiga.

Soudi se sentia cada vez mais fraco,estava muito ferido sabia que a qualquer momento ele iria desmaiar, seu ferido era muito profundo numa região muito perigosa de seu corpo. Viu como Flumy estava lutando, ficou orgulhoso, mesmo sendo mais fraca que sua inimiga ela lutava com vontade e serenidade, exatamente como ele havia ensinado a ela, isso o fez ter mais forças, suficiente para curar-se e entrar na batalha, mas sabia que teria que escolher um lado...teria que escolher uma das duas. Lembrou-se de todos os momentos que havia passado com Suzane, como haviam sido bons e memoráveis, mas no final lembrou que ela o deixara para trás sem dar muitas explicações, quando tentou contacta-la ela só deu respostas vagas e sem muito sentido, disse que não acreditava no que ele havia dito e ensinado a ela que ele era fraco e egoísta que não o queria por perto. Uma dor bateu forte em seu peito, uma dúvida avasaladora não tinha certeza de que o destino de tantos valia isso. Tomou sua decisão sabia com quem valia a pena ficar e com quem não valia a pena.

A jovem com sabre roxo ja não se sentia tão segura e certa de si, levara muito temo lutando seu mestre provávelmente ja estaria morto naquele momento e então pelo que ela estava lutando? As duas jedi se distaciaram e aguardaram o momento crucial para atacar, tudo séria resolvido naquele momento. Correram uma em direção reta à outra, não havia nada em seu caminho uma das duas sairia viva dali só uma. Meio metro separava as duas, meio metro distanciava a finalização da batalha.

Algo interveio, era Soudi, estava muito fraco ainda, mas tinha forças o suficiente para a judar a sua amada...Suzane foi incapaz de lutar contra os dois, mas não queria desistir queria mata-los queria matar os dois, tinha toda a razão em suas costas, não podia perder, era mais forte que os dois, não conseguil entender aquilo. Acabou ficando sem forças, lhe parecia que a força tinha abandonado o seu corpo. Resolveu fugir, ela estava certa e mesmo ganhando eles não tinham tirado sua razão. Se atirou do penhasco e sumiu nas névoas do fundo do cânion.

Os dois jedi se entreolharam e sorriram, não havia mais nada em seu caminho poderiam ser felizes agora como mestre e aprendiz, como amantes. Soudi fraquejou sua ferida não estava completamente fechada, olhou para seu sabre antes de desfalecer, estava brilhante e hoje estava mais brilhante do que nunca. Olhou para Flumy acariciou seu rosto e durmiu para acordar em uma vida muito melhor...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Conto n°2 "Não sabe nem atirar!"

Olhou-o diretamente nos olhos, viu sinais de incerteza e insegurança, os dois sabiam que algo estava errado ali. O homem elegante se deparava com algo que ele não conhecia, mas sabia muito bem o que aquilo era capaz de fazer.

- Vou te passar as minhas coisas cara, relaxa! - disse o pobre homem. Ele não queria entregar nada, tinha trabalhado duro pra conseguir aquelas coisas. Ele gostava tanto delas que não havia percebido o que havia de errado, mas mesmo que percebesse não mudaria nada...ele nunca havia entendido de armas.
- Abaixe a arma! - ordenou alguém que estava atrás do assaltante que rapidamente virou e fitou o novo personagem dessa empreitada.
- Quem você pensa que é? - respondeu apontando a arma para o homem
- Só alguém de passagem que quer dá uma de herói.
- Então escafede que não tem herói porra nenhuma!
- Cara a sua arma...é um 38 certo? Famoso trêis oitão. Só que ele tá sem balas? Mas que merda é essa? E olha a sua postura...que tipo de atirador ou assaltante ou whatever você pensa que é?

O assaltante não sabia o que fazer, "como ele sabia disso? Será que ele descobriu que eu nunca havia pego numa arma?" pensava confuso o pobre atirador, não ouve reação de sua parte
- Pelo visto nunca pegou numa arma antes ? - Disse o 'sábio'

Aquilo era o fim...ele realmente nunca havia pego numa arma. Não tinha escolha, largou sua ferramenta no chão e apenas correu desejando que esse homem não estivesse armado e atirasse nele.

O assaltante havia ido embora, agora os dois desconhecidos estavam sós na rua o homem elegante se aproximou daquele que havia lhe salvo a vida(ou os seus pertences) e calmamente, apesar de ainda ofegante disse:
- Quem é você? E como sabia de tudo isso?
- Eu sou só um rpgista de passagem...agora sobre saber essas coisas...é que eu tenho um guia de armas...

P.S.: O meu querido amigo Murilo quem me deu a inspiração por causa de um dos contos do blog dele =D