sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal


Natal
Upload feito originalmente por DyNada
Então, é natal, é um daqueles dias em que todas as pessoas se reunem em volta de uma mesa para se alimentar e demonstrar todo o seu amor umas pelas outras, é um daqueles dias em que você não se importa em não ver os amigos, ficar apenas com a família...é um daqueles dias em que você se diverte com bobagens. É um daqueles dias em que você é feliz.

Feliz natal a todos, ano novo tem mais =)

domingo, 31 de outubro de 2010

Conto nº 8 "Drácula, Herker, Van Hellsing e Mina"


“Nós vampiros somos imunes a todas as doenças, mesmo ao álcool!” Dizia o homem que usava capa e cartola, sua pele era muito branca e seus olhos eram de uma cor clara e morta. A moça fitava-o admirada com suas palavras, seu conhecimento, sua voz; sentia uma atração feroz.

Depois de muito andar pelo parque, resolveram sentar em um banco próximo, ela estava cansada da caminhada, já fazia horas e ele ainda não havia feito aquilo que ela tanto queria. Resolveu tomar uma atitude e começou a beijá-lo.

Beijavam-se ardentemente, quando os lábios do vampiro se aproximaram do pescoço de sua vítima, mas ele apenas a beijou. “Que está fazendo? Não pretende tomar o meu sangue e me ter em seus braços?” “Não! Não aqui, não agora! Pretendo guardar esse momento para algo mais particular” “Não seja um tolo! Você precisa se alimentar, beba do meu sangue e satisfaça o seu desejo!”. Um pouco atônito, o vampiro fitou os castanhos olhos da moça como se pudesse ler a mente e a alma da jovem. “Ok! Deixe-me agora sugar sua vitalidade e sua juventude, deixe-me sentir tudo o que sentes com seu coração! Deixe-me agora beber seu sangue!”

O Vampiro agora colocava seus dentes bem próximos ao pescoço da moça, quando ambos ouviram uma baderna a se aproximar. Alguns jovens, com calças rasgadas, camisas sujas e jaquetas de couro, se aproximavam do casal, empunhando barras de ferro e tacos de beisebol. Delinqüentes.

Pararam ao ver o casal, todos os olhares se fixaram diretamente no vampiro que se estremeceu ao ver que possivelmente estaria encrencado. “Olhasô galera, o manolo aqui acha quié um vampirão! Tu não sabe comé qui nóis realmente somos, otário!” Disse o líder, sem parar de observar o vampiro, agora já demonstrando que estava apavorado.

“Então está decidido, agente bati no Drácula até ele cair, daí noís bebe o sangue da mina e quem quiser come ela! Como todos estão de acordo, vamu começar a zona!” disse o líder novamente, ainda sem tirar os olhos do ‘Drácula’.

Partiram pra cima do vampiro, porém quando estavam prestes a atacar, todos pararam e passaram a observar uma sombra atrás do casal. “Qui tu ta fazendo aqui, mermão?” “Eles são minhas presas, não a de vocês! Saiam do meu caminho!” Falou o ser vindo das sombras, era um jovem, aparentemente mais novo que o resto do grupo, tinha cabelos negros como a noite, olhos castanhos que lembravam a morte em si. “Aqui não é teu território, cachorrinho, vaza daqui e vai buscar um osso!” Retrucou o líder, o jovem apenas fechou os punhos e os olhos respirando profundamente.

O casal não conseguiu ver o que aconteceu, pois desviaram o olhar no momento em que a briga iria começar, ao abrir os olhos, viram apenas os corpos caídos, não sabiam quanto tempo passaram de olhos fechados, sabiam apenas que a gangue estava morta, cheios de dilacerações pelo corpo. O jovem segurava o último deles que ainda se debatia, um esforço inútil e desesperado de soltar seu pescoço já dilacerado pelas garras do jovem.

Ainda segurando o último deles, o jovem se virou ao casal, seus olhos eram vermelhos e brilhantes, os dois ficaram paralisados ao olhar aquilo e acabaram vendo o bandido ser degolado com um único golpe que fez sua cabeça girar para perto da moça, sujando seu coturno do sangue que escorria.

O ‘vampiro’ correu assim que a cabeça caiu ao chão, quase tropeçando em sua glamurosa capa, deixou sua cartola e a sua ‘vítima’ para trás. O jovem voltando a ter seus olhos castanhos e suas mãos comuns, apanhou a cartola do chão colocando-a em sua cabeça, olhou fixamente nos olhos da moça. “Agora você sabe como é um vampiro de verdade, eu venho caçado você a algum tempo, estava esperando você disser que queria me dar do seu sangue...agora minha cara, deixe-me beber de seu corpo!”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conto nº7 "Re-evolução"

Suas mãos estavam molhadas, mas não era água. O sangue do governador estava pela sala toda, provavelmente ele teria que trocar os carpetes e o papel de parede. Estava, porém, muito feliz pelo que tinha feito. Sua revolução havia, enfim, terminado. Nada mais de perseguições ou de reuniões escondidas. O povo os apoiava, nada poderia dar errado agora.
Olhou da sacada da sala o povo feliz aclamando-o por ser ele a estar lá. Música tocava, crianças corriam a brincar, velhos e jovens riam juntos. Era tudo como ele sempre quis, e já era hora de começar o trabalho, tinham muito a fazer. Ergueu seus braços para a multidão e todos gritaram ‘vivas’.
“Eu declaro que hoje comemoramos e amanhã trabalharemos pra melhorar essa cidade que todos amamos muito!” Essa foi a sua primeira declaração. Todos festejaram e cantaram. Porém no dia seguinte, todos se surpreenderam ao ter em mãos as novas leis e regras de trabalho.
“Temos que tirar esse homem daí, ele vai nos dar trabalho!” Falou um velho a um dos jovens que apenas concordou e fechou seus punhos. E assim seguiu seu ‘Próspero e saudável’ governo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Conto nº6 "A queda para a realidade"

Do alto do penhasco os dois eram capazes de ver uma pequena vila. Os dois já eram parceiros a 5 anos, trabalhando, sofrendo, suando, se ferindo e até mesmo matando outras pessoas juntos. Eram muito unidos e até mesmo lutavam em perfeita harmonia, apesar de um ser um ninja e o outro um xerife.

Zeon, o ninja, era famoso entre os seus iguais e tinha uma enorme influência, sempre resolvia as missões mais difíceis. Edward, o xerife, tinha pouco renome entre os seus semelhantes, por ser o mais novo dentre os xerifes.

Tanto Zeon quanto Edward tinham uma idade muito curta para ir a campo ou até mesmo serem considerados formados em seus ramos, porém já estavam em campo a um bocado de tempo.

Edward havia sido “expulso” de sua cidade natal, na verdade mandaram-no viajar pelo mundo para “completar” o seu treinamento tendo que conhecer todas as culturas espalhas pelos 4 cantos.

Zeon encontrou Edward um dia em um pequeno bar, onde alguns arruaceiros estavam zombado do fato de Edward usar armas de fogo e que elas eram inúteis contra um ninja bem treinado, ele matou os 3 arruaceiros com apenas 1 tiro, Zeon logo dize a ele:”Você é um classe A...vai me ser útil...quer viajar comigo?”. Edward, talvez pela falta do que fazer, talvez pela real vontade de conhecer sobre o mundo resolvera acompanhar o estranho.

Naquele dia Edward não sabia qual era a missão, muito menos quem havia ordenado, mas ele confiava em Zeon e sabia que não era nada de ruim ou perverso, só alguma missão de busca, talvez um resgate, realmente não importava. Após longos minutos observando de longe a cidade Zeon explicou sobre a missão: ”Um velho mercador da cidade vizinha contratou nossos serviços para resolvermos um pequeno problema dele. Essa vila está ameaçando os negócios dele, então fomos solicitados a destroçá-la por completo o mais rápido possível.” Edward não gostou nada da idéia de destruir uma vila por egoísmo de outra pessoa e principalmente não gostava nada da idéia de matar inocentes para melhorar o comércio alheio.

Ele disse a Zeon que não participaria daquela carnificina e que se ele fizesse aquilo Zeon seria preso por ele. Com sua arma em mãos Edward mandou Zeon desistir daquela missão, ele não tinha a intenção de matar seu companheiro e não apontou sua arma de assinatura, a que ele usa apenas para matar. Zeon desferiu um golpe rápido e certeiro que cortou a arma ao meio: ”Se vai apontar uma arma pra mim esteja pronto para atirar sem dó...eu sei que você é capaz disso, mas prefiro que você realize essa missão comigo”

Edward não pensou duas vezes e sacou sua segunda arma e disparou em direção a seu mais novo adversário, Zeon cortou a bala ao meio, era uma coisa até comum e Edward já sabia disso. Os dois se encararam durante alguns minutos até que Edward começou a disparar constantemente enquanto corria em direção ao seu alvo. Zeon tentou um corte horizontal em Edward que desviou se ajoelhando, no segundo golpe Zeon acertou a pistola cortando-a também.

Edward não tinha mais opção, tinha que sacar sua arma de assinatura e com isso teria que matar o seu único amigo. Quando a espada estava indo em direção ao abdômen de Edward este sacou seu revólver e defendeu seu corpo utilizando a arma. Mais uma vez os dois se encararam e o Xerife empurrou o ninja de forma que este caiu ao chão. Ainda olhando em seus olhos Edward apontou sua arma para seu antigo amigo, mas não quis atirar, não queria acabar com tudo aquilo, não daquela forma, em seu momento de distração Zeon deferiu um golpe certeiro em seu abdômen que fez Edward cair do penhasco.

A queda não matou Edward. Não se sabe ao certo que aconteceu com Zeon e nem por onde ele anda, o que se sabe é que Edward não mais confiaria em ninguém na sua vida inteira.