terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novo Blog

A inspiração me veio de uma forma bem interessante...resolvi "criar" uma nova forma de escrever uma história. Alguém provavelmente ja fez isso em algum lugar e isso torna a minha idéia nada original...anyways, criei um blog novo no qual irei escrever uma história em forma de diário, a história envolve um cara que foi parar numa realidade alternativa(ou não) e tem que aprender a viver nesse novo mundo =]

Seque o link: http://areaescura.blogspot.com/

Inércia estúpida

Eu nunca tinha acreditado ou entendido esse negócio de inferno astral e nem tinha começado a acreditar nessas coisas, até viver o pior de todos até hoje. Não chegou a acontecer nada de muito grave, só que pessoas que não me entendem desde os 15 anos e provavelmente nunca vão vir a me entender (pelo menos não com os meios que tentam se aproximar de mim). Hoje me proibiram de ver pessoas que me fazem bem, pelo simples fato de não me conhecerem e nem de tentar me ouvir. Dizem que eu não posso fazer isso ou aquilo por não ter motivos para fazê-lo, mas eu conheço muito bem os meus motivos e sei das minhas necessidades e das conseqüências do que eu faço e do que eu deixo de fazer e se eu REALMENTE não tivesse motivos para fazê-lo eu não faria. Só queria que eles vissem isso aqui, porque olhando nos olhos eu não consigo dizer nem metade disso tudo =]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Conto nº4 "Sweet cold lips"

O vento gélido daquele fim de tarde fazia seu corpo estremecer, mas por dentro ele se sentia seguro, sabia o que deveria ser feito e como ele faria, já estava acostumado a fazer isso e tinha o melhor dos parceiros para lhe dar suporte. Estavam prontos, finalmente iriam invadir o covil das vampiras, finalmente acabariam com o sofrimento daquele povo que havia clamado pela ajuda dos dois.

Foram 2 longos meses de espreita e observação, os dois caçadores sabiam que elas estavam lá, elas também sabiam que eles investigavam sobre elas, e isso os fazia querer desistir, mas se tivessem desistido todas as vezes que pensaram em fazê-lo não estariam a tanto tempo nesse ramo, não teriam eliminados tantas criaturas da noite assim.

Quando chegaram à porta do covil seu parceiro Jaystie olhou a porta e disse: “Eu to com um mau pressentimento quanto a esse serviço... tem certeza que quer continuar?”. Ele suspirou profundamente, ainda fitando a porta e respondeu: ”Eu também estou com um mau pressentimento, mas nos já confirmamos o serviço... eles até já nos pagaram tudo... e já que melhoramos o nosso arsenal exatamente pra esse serviço, acho que não rola de devolver o dinheiro. Vamos logo acabar com isso e seja o que Deus quiser”. Terminou de dizer levando uma mão ao seu velho crucifixo e a outra empunhando sua Glock alterada com balas de Napalm.

Jaystie chutou a porta fazendo-a tombar levantando uma pequena nuvem de poeira. “Acho que elas não usam muito essas portas... provavelmente saem voando pelas janelas”, disse Jaystie ligando sua lanterna e desembainhando sua espada. Apontando sua Glock para a escuridão á sua frente ele respondeu: “Claro que não, elas são do tipo que não voam... as que voam são as Sucubus... eu acho. Anyways, agente entrou pela porta dos fun...”. Foram interrompidos por um gemido feminino vindo do outro lado do cômodo. Apontaram suas lanternas, viram apenas um vulto passando rápido perto das paredes deixando um corpo inerte para trás, era uma jovem bonita, porém morta, reconheceram como a filha do prefeito que tinha implorado-os a adiantar a data do serviço pelo fato dela ter sido seqüestrada. Correram até o corpo apenas para encontrar o óbvio um cadáver sem sangue algum no corpo. Investigaram mais de perto para ter certeza de que ela não havia sido possuída e transformada, abraçada como diziam todos os vampiros por ai.

A mulher estava completamente seca, porém havia resquícios de sangue em seus lábios, não tinham como ter certeza, resolveram garantir que nada de pior acontecesse ao corpo da jovem e conseqüentemente à cidade. Jaystie decapitou-a com um único golpe fazendo sua cabeça rolar até o outro lado da sala, o corpo da jovem tornou-se cinzas que encheram a sala com um cheiro pútrido de carne podre sendo torrada. Os dois nem sequer piscaram, já estavam acostumado a esse cheiro. “Essa ai não tinha mais muito tempo mesmo...” disse Jaystie. “Vamos continuar, e acho que talvez devamos nos separar...” disse o caçador. “Porque mesmo?” dessa vez era Jaystie, “Tem dois caminhos... e nós dois conseguimos cruzar isso tudo de forma mais rápida desse modo” sorriu olhando diretamente para Jaystie.

Cada um seguiu por um dos corredores que estavam à sua frente, Jaystie foi pela direita enquanto ele seguia o outro caminho. Havia uma porta no final do corredor, uma luz saia de dentro dela, usou a mão que segurava a lanterna para alcançar a maçaneta. Ouviu uma voz aguda vinda de trás da porta, ela gemia levemente, ao se aproximar ele reconheceu as duas que lá estavam. Era a rainha das vampiras com uma mulher em seus braços, a rainha estava mordendo o pescoço dela, mas assim que ele entrou as duas o olharam.

Para a surpresa e desgraça dele era sua esposa quem estava sendo mordida, não gostando nada da idéia abriu fogo imediatamente contra a rainha, mesmo sabendo que não teria a menor chance de derrotá-la. Ao mesmo tempo Mya, sua esposa, se aproximara dele por trás, desarmando com um movimento rápido e forte. Aproximou seus gélidos lábios aos dele, fazendo-o entrar em êxtase extremo, beijou-o tentando sugar seu sangue, felizmente para ele seu piercing labial, o qual Mya insistira por tanto tempo para que ele usasse, ficou preso nos caninos da vampira e foi arrancado com um movimento só fazendo- o despertar e reagir imediatamente disparando contra Mya. A bala flamejante acertou no ombro de Mya fazendo com que ela recuasse para perto da rainha.

As duas vampiras fugiram pela janela, quando o caçador resolvera ir atrás Jaystie adentrou pela porta segurando seu nunchaku, “ARNOLDY! VAMOS SAIR DAQUI, É CILADA MANO! ELAS TÃO TUDO VAZANDO DAQUI E COLOCARAM O CASTELO PRA RUIR”. Com um rápido movimento o caçador cruzou a porta junto de seu parceiro com o castelo ruindo por trás dos dois.

Do lado de fora do castelo ambos olharam para as ruínas e ficaram em silêncio, Jaystie também havia reconhecido Mya, mas não teve coragem de dizer sequer uma palavra. Os dois caçadores falharam nessa missão, mas falharam com a certeza de que ainda as encontrariam e terminariam o que começaram naquela noite.