sexta-feira, 22 de julho de 2011

Conto Nº 9 "Matando um Dragão por vez!"

Ela sentiu uma grande pontada de dor. Sua visão turva a impedia de ver algo além da silhueta que deixava o templo. Sabia quem era, só não conseguia entender, mas sentia que não deveria deixá-lo sair do templo, alguma coisa relacionada com... viu sangue em suas mãos, e viu muito mais espalhado pelo recinto, foi quando começou a se lembrar do que havia ocorrido ali.

Virou-se para ter a confirmação, e lá estava ele, o tal Dragão que diziam as lendas, eles haviam derrotado-o, juntos, porém, como ela bem lembra va, eles nem deveriam ter subido no templo, já que esse era um dos proibidos . Apenas o grande mestre deveria subi-lo, pois não seria idiota o suficiente para desafiá-lo . Os dois venceram o tal Dragão, mas porque diabos ela resolveu ir até lá, e junto dele, que sempre a chamou de fraca e indisciplinada, sendo que havia sido ele a começar a subida.

Um estalo veio em sua mente, agora sim a memória voltara por completo: Ele queria mais poder, tinha derrotado o grande mestre, agora queria derrotar o Dragão e se tornar o lutador mais poderoso de todos ; pura ambição tola, mas ela se sentiu muito mal por não ter visto que ele faria isso. Sempre que os dois treinavam juntos ele apresentava muita fúria, mais do que um lutador deveria apresentar em um treino, talvez mais do que deveria em uma luta de vida ou morte. A jovem viu aquele mesmo olhar assassino, frio e com o puro desejo de matar. O porquê de ela lutar, tentava lembrar, deveria tê-lo deixado para a morte e acabado logo com a sua ambição idiota. Lembrou-se, porém além dos ensinamentos de seu mestre, de sempre prezar pela vida, a jovem tinha um leve sentimento por ele, isso tinha morrido ao ver o tamanho de sua ambição por poder.

Ao olhar novamente para a porta a silhueta do homem não estava mais lá, ela tinha de impedi-lo , não podia permiti-lo sair dali. Fora capaz de quebrar a principal regra do Templo que o acolheu quando nada mais era que um jovem beirando a fase adulta que só sabia falar de como poderia provar ser digno de aprender sobre as técnicas secretas. Não podia pensar sobre isso agora, tinha que buscar forças para levantar e impedi-lo de seguir adiante com sua luxúria por poder, tinha que encontrar forças, e foi quando a jovem guerreira sentiu a força correndo pelo seu corpo, mais do que algum dia tivera, muito mais do que deveria ter, mais do que uma pessoa normal deveria ter, tinha a certeza, pois acabara de erguer o pesado cadáver do Dragão que estava sobre seu corpo e arremessá-lo a uma distância razoável.

Correu até a porta, e o avistou descendo as escadas com muita calma, o guerreiro assassino parou e fitou-a com o olhar de satisfação, de missão cumprida, sua expressão mudou ao vê-la, provavelmente seu inimigo achava tê-la deixado para a morte. Nunca havia sentido tanta fúria na vida. Deixou escapar um grito misto de dor e ódio, aquele homem tinha acabado com a sua vida, estava outra vez sem um lar, mais uma vez sozinha; isso era imperdoável, partiu com todo aquele rancor em sua direção, porém esse sentimento a cegou. Foi incapaz de defender-se do golpe desferido por seu adversário, tudo o que sentiu foi uma forte pancada, tudo o que viu foi a escuridão tomar conta de seus olhos.

Acordou vendo o alto de uma montanha em chamas . Não, a montanha não estava em chamas, era o Templo Proibido, mas ele estava tão longe, como ela havia sobrevivido à tamanha queda? Aquilo não era possível, a não ser com ajuda... Dos poderes do Dragão! É isso, ela ganhou parte dos poderes do Dragão, porém seu Nêmesis também ganhara tais poderes e agora estava desaparecido. Levantou-se sem saber por onde procurá-lo e sem entender os seus novos poderes, mas daria um jeito de aprender e estar pronta para quando encontrá-lo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal


Natal
Upload feito originalmente por DyNada
Então, é natal, é um daqueles dias em que todas as pessoas se reunem em volta de uma mesa para se alimentar e demonstrar todo o seu amor umas pelas outras, é um daqueles dias em que você não se importa em não ver os amigos, ficar apenas com a família...é um daqueles dias em que você se diverte com bobagens. É um daqueles dias em que você é feliz.

Feliz natal a todos, ano novo tem mais =)

domingo, 31 de outubro de 2010

Conto nº 8 "Drácula, Herker, Van Hellsing e Mina"


“Nós vampiros somos imunes a todas as doenças, mesmo ao álcool!” Dizia o homem que usava capa e cartola, sua pele era muito branca e seus olhos eram de uma cor clara e morta. A moça fitava-o admirada com suas palavras, seu conhecimento, sua voz; sentia uma atração feroz.

Depois de muito andar pelo parque, resolveram sentar em um banco próximo, ela estava cansada da caminhada, já fazia horas e ele ainda não havia feito aquilo que ela tanto queria. Resolveu tomar uma atitude e começou a beijá-lo.

Beijavam-se ardentemente, quando os lábios do vampiro se aproximaram do pescoço de sua vítima, mas ele apenas a beijou. “Que está fazendo? Não pretende tomar o meu sangue e me ter em seus braços?” “Não! Não aqui, não agora! Pretendo guardar esse momento para algo mais particular” “Não seja um tolo! Você precisa se alimentar, beba do meu sangue e satisfaça o seu desejo!”. Um pouco atônito, o vampiro fitou os castanhos olhos da moça como se pudesse ler a mente e a alma da jovem. “Ok! Deixe-me agora sugar sua vitalidade e sua juventude, deixe-me sentir tudo o que sentes com seu coração! Deixe-me agora beber seu sangue!”

O Vampiro agora colocava seus dentes bem próximos ao pescoço da moça, quando ambos ouviram uma baderna a se aproximar. Alguns jovens, com calças rasgadas, camisas sujas e jaquetas de couro, se aproximavam do casal, empunhando barras de ferro e tacos de beisebol. Delinqüentes.

Pararam ao ver o casal, todos os olhares se fixaram diretamente no vampiro que se estremeceu ao ver que possivelmente estaria encrencado. “Olhasô galera, o manolo aqui acha quié um vampirão! Tu não sabe comé qui nóis realmente somos, otário!” Disse o líder, sem parar de observar o vampiro, agora já demonstrando que estava apavorado.

“Então está decidido, agente bati no Drácula até ele cair, daí noís bebe o sangue da mina e quem quiser come ela! Como todos estão de acordo, vamu começar a zona!” disse o líder novamente, ainda sem tirar os olhos do ‘Drácula’.

Partiram pra cima do vampiro, porém quando estavam prestes a atacar, todos pararam e passaram a observar uma sombra atrás do casal. “Qui tu ta fazendo aqui, mermão?” “Eles são minhas presas, não a de vocês! Saiam do meu caminho!” Falou o ser vindo das sombras, era um jovem, aparentemente mais novo que o resto do grupo, tinha cabelos negros como a noite, olhos castanhos que lembravam a morte em si. “Aqui não é teu território, cachorrinho, vaza daqui e vai buscar um osso!” Retrucou o líder, o jovem apenas fechou os punhos e os olhos respirando profundamente.

O casal não conseguiu ver o que aconteceu, pois desviaram o olhar no momento em que a briga iria começar, ao abrir os olhos, viram apenas os corpos caídos, não sabiam quanto tempo passaram de olhos fechados, sabiam apenas que a gangue estava morta, cheios de dilacerações pelo corpo. O jovem segurava o último deles que ainda se debatia, um esforço inútil e desesperado de soltar seu pescoço já dilacerado pelas garras do jovem.

Ainda segurando o último deles, o jovem se virou ao casal, seus olhos eram vermelhos e brilhantes, os dois ficaram paralisados ao olhar aquilo e acabaram vendo o bandido ser degolado com um único golpe que fez sua cabeça girar para perto da moça, sujando seu coturno do sangue que escorria.

O ‘vampiro’ correu assim que a cabeça caiu ao chão, quase tropeçando em sua glamurosa capa, deixou sua cartola e a sua ‘vítima’ para trás. O jovem voltando a ter seus olhos castanhos e suas mãos comuns, apanhou a cartola do chão colocando-a em sua cabeça, olhou fixamente nos olhos da moça. “Agora você sabe como é um vampiro de verdade, eu venho caçado você a algum tempo, estava esperando você disser que queria me dar do seu sangue...agora minha cara, deixe-me beber de seu corpo!”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conto nº7 "Re-evolução"

Suas mãos estavam molhadas, mas não era água. O sangue do governador estava pela sala toda, provavelmente ele teria que trocar os carpetes e o papel de parede. Estava, porém, muito feliz pelo que tinha feito. Sua revolução havia, enfim, terminado. Nada mais de perseguições ou de reuniões escondidas. O povo os apoiava, nada poderia dar errado agora.
Olhou da sacada da sala o povo feliz aclamando-o por ser ele a estar lá. Música tocava, crianças corriam a brincar, velhos e jovens riam juntos. Era tudo como ele sempre quis, e já era hora de começar o trabalho, tinham muito a fazer. Ergueu seus braços para a multidão e todos gritaram ‘vivas’.
“Eu declaro que hoje comemoramos e amanhã trabalharemos pra melhorar essa cidade que todos amamos muito!” Essa foi a sua primeira declaração. Todos festejaram e cantaram. Porém no dia seguinte, todos se surpreenderam ao ter em mãos as novas leis e regras de trabalho.
“Temos que tirar esse homem daí, ele vai nos dar trabalho!” Falou um velho a um dos jovens que apenas concordou e fechou seus punhos. E assim seguiu seu ‘Próspero e saudável’ governo.