segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conto nº7 "Re-evolução"

Suas mãos estavam molhadas, mas não era água. O sangue do governador estava pela sala toda, provavelmente ele teria que trocar os carpetes e o papel de parede. Estava, porém, muito feliz pelo que tinha feito. Sua revolução havia, enfim, terminado. Nada mais de perseguições ou de reuniões escondidas. O povo os apoiava, nada poderia dar errado agora.
Olhou da sacada da sala o povo feliz aclamando-o por ser ele a estar lá. Música tocava, crianças corriam a brincar, velhos e jovens riam juntos. Era tudo como ele sempre quis, e já era hora de começar o trabalho, tinham muito a fazer. Ergueu seus braços para a multidão e todos gritaram ‘vivas’.
“Eu declaro que hoje comemoramos e amanhã trabalharemos pra melhorar essa cidade que todos amamos muito!” Essa foi a sua primeira declaração. Todos festejaram e cantaram. Porém no dia seguinte, todos se surpreenderam ao ter em mãos as novas leis e regras de trabalho.
“Temos que tirar esse homem daí, ele vai nos dar trabalho!” Falou um velho a um dos jovens que apenas concordou e fechou seus punhos. E assim seguiu seu ‘Próspero e saudável’ governo.

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